Camisas e bandeiras: no dia seguinte do desembarque da delegação no Rio, torcedores agitam a Avenida Atlântica, às vésperas da estreia contra a Bósnia
Por Vicente SedaRio de Janeiro Do globoesporte.com
Torcedores argentino invadem Copacabana (Foto: Vicente Seda)
A idolatria ganha ares de humor nos desenhos de Papa Francisco, outro personagem recorrente nos preparativos dos vizinhos sul-americanos para o jogo de estreia na Copa do Mundo no Brasil, contra a Bósnia, neste domingo, no Maracanã. Cumprimentam os rivais que passam pela rua, alguns mais atirados se jogam nas beldades cariocas, e a polícia, reforçada com tropa de choque, achando tudo uma maravilha. Não foi observada qualquer confusão.
O clima era tão tranquilo que Juan Castillo Giraudo, argentino de Formosa, de 57 anos, não hesitou em levar uma criança para o meio da multidão. Esteve no Mundial de 1978, claro, no "quintal" de casa, e chegou a tomar o bloco de reportagem para escrever 1978, 1986 e um 2014 em letras garrafais com um círculo em volta. Tipo da coisa que não precisa de tradução.
- Messi será o condutor. A final será 2 a 0, mas os gols serão de Agüero e Di Maria. Tem de ser contra o Brasil, não interessa nenhum outro! - disse o sorridente senhor que ainda quis bater foto e fez questão de falar, ao se despedir, que essa história de inimizade não existe - não fora do campo -, os argentinos adoram o Brasil. Nesta tarde, deu para notar.
A delegação da Argentina desembarcou no Rio de Janeiro na noite desta sexta-feira. Na chegada do ônibus, cerca de 100 torcedores fizeram muito barulho isolados da área do hotel por uma grade, com efetivo bastante robusto de segurança. Não houve qualquer contato direto entre jogadores e torcedores, nem mesmo no saguão do hotel, onde havia homens do Exército para isolar a área.
Fantasias espalhadas pela Avenida Atlântica (Foto: Vicente Seda)
"D10S": bandeira faz homenagem ao Papa (Foto: Vicente Seda)
Rivais no campo, hermanos no calçadão, os argentinos tomaram a orla de Copacabana neste sábado com um mar de camisas azuis e brancas até onde se podia enxergar. Na altura do Posto 4, a maior concentração e um barulho ensurdecedor. Músicas de provocação ao Brasil não faltavam, brados de "vamos ganhar a Copa" muito menos, mas o clima era de festa e total harmonia não apenas com os brasileiros. Aparelhos para exercício viraram arquibancada, o trânsito na Avenida Atlântica parou, e o "bandeiraço" organizado pelos adoradores de Messi - retratado em incontáveis bandeiras - deixou torcedores com qualquer uniforme de queixo caído.
A idolatria ganha ares de humor nos desenhos de Papa Francisco, outro personagem recorrente nos preparativos dos vizinhos sul-americanos para o jogo de estreia na Copa do Mundo no Brasil, contra a Bósnia, neste domingo, no Maracanã. Cumprimentam os rivais que passam pela rua, alguns mais atirados se jogam nas beldades cariocas, e a polícia, reforçada com tropa de choque, achando tudo uma maravilha. Não foi observada qualquer confusão.
O clima era tão tranquilo que Juan Castillo Giraudo, argentino de Formosa, de 57 anos, não hesitou em levar uma criança para o meio da multidão. Esteve no Mundial de 1978, claro, no "quintal" de casa, e chegou a tomar o bloco de reportagem para escrever 1978, 1986 e um 2014 em letras garrafais com um círculo em volta. Tipo da coisa que não precisa de tradução.
- Messi será o condutor. A final será 2 a 0, mas os gols serão de Agüero e Di Maria. Tem de ser contra o Brasil, não interessa nenhum outro! - disse o sorridente senhor que ainda quis bater foto e fez questão de falar, ao se despedir, que essa história de inimizade não existe - não fora do campo -, os argentinos adoram o Brasil. Nesta tarde, deu para notar.
A delegação da Argentina desembarcou no Rio de Janeiro na noite desta sexta-feira. Na chegada do ônibus, cerca de 100 torcedores fizeram muito barulho isolados da área do hotel por uma grade, com efetivo bastante robusto de segurança. Não houve qualquer contato direto entre jogadores e torcedores, nem mesmo no saguão do hotel, onde havia homens do Exército para isolar a área.