Não vai ter cobertura. SP descarta projeto de R$ 460 mi após fracassos

Está descartado o projeto de reforma do Morumbi conhecido desde dezembro de 2011. A diretoria do São Paulo dá como definida a previsão de que não conseguirá captar até junho os R$ 460 milhões necessários para fazer as obras de cobertura, arena e estacionamento saírem do papel.  O próprio presidente Carlos Miguel Aidar confirma que o modelo pelo qual Juvenal Juvêncio lutou nos últimos anos está descartado.
Na semana passada, como publicado pelo Blog do Perrone, o Morumbi sofreu novo 

baque quando o São Paulo foi informado pela Lacan – consultoria responsável por captar investidores – que seria difícil encontrar interessados. Agora, frente ao problema, Aidar descarta o modelo. Agora, a ideia do presidente é fazer um novo estudo e elaborar um projeto diferente para ser lançado no segundo semestre.
Apesar de o projeto de modernização do Morumbi ter acabado agora sem investidores e sem construtora – a Andrade Gutierrez deixou o projeto no início deste ano –, alguns dos aliados de Aidar, que já faziam parte da diretoria de Juvenal Juvêncio, creditam à oposição o fracasso pelo projeto lançado no fim de 2011. A ala liderada por Kalil Rocha Abdalla fez boicote à primeira votação do contrato das obras, que obrigatoriamente deveriam passar pelo conselho deliberativo, e conseguiu barrar uma vez. A oposição alegou falta de transparência para analisar os documentos referentes à obra, apesar dos situacionistas terem, depois, disponibilizado o contrato para análise em um escritório de advocacia.
Depois, veio o novo boicote, que praticamente sepultou a captação e recursos. Kalil Rocha Abdalla retirou a candidatura presidencial – já derrotada – a horas do pleito para fazer comque seus aliados não entrassem na sala de votação que elegeria o sucessor de Juvenal e votaria também a obra do Morumbi. Não houve quórum mais uma vez, e as obras ficaram no papel.
Frente ao fracasso próximo com o fim do prazo para captar recursos, o São Paulo poderia pensar simplesmente em renovar o fundo protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e recomeçar o processo de captação. Porém, com tantos entraves nos últimos dois anos e meio, a estratégia é criar um novo projeto. De preferência, mais barato, que seja mais fácil de ser viabilizado.
A maior preocupação de Carlos Miguel Aidar é ser ultrapassado por clubes rivais. O Corinthians agora tem o Itaquerão, que recebe a abertura da Copa do Mundo e o Palmeiras terá a Arena Palestra – na visão dos são-paulinos, o estádio palmeirense irá "roubar" diversos shows e outros eventos que hoje são realizados no Morumbi. O São Paulo cobra R$ 1,5 milhão pelo aluguel do estádio para shows, hoje em dia, e receberá montante significativo para receber a Casa Pelé do Futebol, série de até 18 eventos organizados pela Front360, ao lado de Pelé, que contará com transmissão das partidas da Copa do Mundo e atrações musicais badaladas durante os dias do torneio.  É esta receita que Aidar se preocupa em perder. 
Do UolEsportes.
COMPARTILHAR:

+1

Comentários
0 Comentários

0 Comentario "Não vai ter cobertura. SP descarta projeto de R$ 460 mi após fracassos"

Postar um comentário

COMENTE JÁ